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13 July 2009

President Obama’s Responses to SMS Questions (Portuguese)

Podcast features questions submitted by and selected by Africans

 

(begin transcript)

>> PRESIDENTE OBAMA:  A África é uma região vital para os nossos interesses de segurança. Assim, pedimos a todas as pessoas em todo o continente  africano para apresentarem as suas perguntas relacionadas com as prioridades do meu governo  em matéria da política dos EUA em África.

Centenas de pessoas enviaram perguntas  por texto, pelo Twitter, por e-mail ou por intermédio de outras redes sociais. Pedimos a um painel de jornalistas africanos baseados em Washington para seleccionarem três perguntas para eu responder. Agradeço a todos os que enviaram perguntas.

A primeira pergunta foi seleccionada por  Angela Quintal, do Independent Newspapers, Pretória, África do Sul.

"Sr. Presidente, felicitações e bem-vindo a  África. Que planos tem sua Excelência para incentivar africanos bem-sucedidos pelo mundo fora  a regressarem aos seus países e a contribuirem para    o crescimento de África a nível económico, político, etc.? Muito obrigado". Pergunta do Prince Samuel Nagana, Abuja Nigéria.

Na verdade, Samuel, penso que o mais importante que poderemos  fazer para incentivar os jovens a regressar a África é fazê-los sentir que têm um futuro à sua espera, que África tem oportunidades para lhes oferecer. É a este respeito que as questões que se prendem à  governação são importantes.

Lamentavelmente, são muitos os jovens que sentem  que as oportunidades económicas  lhes estão vedadas ou limitadas devido ao facto de que poderão ter de subornar alguém para conseguir  um emprego, ou por considerarem que o governo administra inadequadamente a economia ou que tem nela  uma influência demasiado preponderante. Mas se a percepção das pessoas é que o Estado de direito existe. Se as pessoas sentirem que após obterem as habilitações necessárias lhes seja possível iniciar  um negócio ou que poderão prosperar  economicamente, sem que isso dependa de quem conheçam,  ou de qualquer outro critério desse tipo que nada  tem a ver com as suas competências e aptidões, nessa altura, penso eu,  não hesitarão em perseguir essas oportunidades sempre que estas se apresentem.

E, não obstante as imperfeições de qualquer país do mundo,  incluindo do meu próprio país, os Estados Unidos da América, penso que as pessoas  continuam a acreditar que existem mais oportunidades onde existir uma melhor governação. É por este motivo que a minha política externa  Irá destacar a importância da governação em África. Estou certo de que poderemos concretizar enormes progressos. Penso também que começamos a assistir à inversão da “fuga de cérebros”  que tem constituído um factor  prejudicial ao desenvolvimento em África.

A segunda pergunta foi seleccionada por Mamadou Thior da RTS, Dakar, Senegal.

"Sr. Presidente, a decisão da visita  de Sua Excelência  ao Gana não foi por acaso. Este país é sem dúvida  um bom exemplo e, até mesmo, um motivo de orgulho, quando falamos de democracia em África. O Sr. Presidente pensa que a democracia é um desafio que os africanos deveriam aceitar  ou um comportamento que deveriam adoptar"? Do Niger.

Bom, penso que tem muita razão. Decidi vir ao Ghana em parte  devido ao fantástico trabalho conseguido por este país no desenvolvimento de uma democracia funcional. O Presidente Mills foi eleito numa eleição  muito disputada. Mas tanto o seu comportamento como vencedor como o do seu oponente,  face à transferência do poder, foi o reconhecimento das eleições, exactamente da forma que se pretende que uma democracia  funcione, sem violência, respeitando o Estado de direito, respeitando os resultados das eleições.

Este é um dos principais pontos fortes do Gana, porque quando  se é testemunha de transferências pacíficas de poder, quando  a população sente que a sua voz é ouvida, o governo funciona  melhor e goza de maior legitimidade e o sector privado na sociedade civil sente que tem  mais influência no processo de tomada de decisões.

Consequentemente, o desenvolvimento do Gana,  segundo o meu ponto de vista, tem-se revelado superior ao de alguns países  que ainda não contam com estas instituições democráticas sólidas. É algo que penso que temos visto  em toda a África. Quando temos governos eficazes que não assentam em etnias nem tribos mas, sim, no Estado de direito,  estes têm mais sucesso no combate à corrupção, as pessoas têm um maior empenho em que tudo funcione e todos prosperam.

Desta forma, esperamos que o Gana continue a servir como um exemplo  extraordinário de democracia em África. E esperamos também que esse exemplo seja seguido por todo  o continente.

A terceira pergunta foi seleccionada  por Peter Kimani do jornal "The Standard", em Nairóbi, Quénia.

"Qual é o plano do Sr. Presidente para promover  e implementar o comércio entre  África e os EUA para além da AGOA?" De Silvian Mabea Solusaje da África do Sul.

Na verdade, Silvian, penso que um dos princípios que quero  incutir na relação entre os EUA-África é que o desenvolvimento económico em África não irá apenas ter como base as contribuições  de ajuda estrangeira mas assentará, sobretudo,  na forma como desenvolvemos as capacidades dos africanos.

Contudo, como disse à pouco, parte dessa responsabilidade cabe a África. As medidas no sentido de melhorar a governação, aumentar o respeito pelo Estado de direito e pelos direitos de propriedade,  acções que incentivam o investimento, encorajam os jovens com talento a investir como empreendedores. Isso será o que fará a maior diferença.

Mas mudar as nossas políticas comerciais adequadamente também será muito importante. Por isso, quero encontrar formas para  aumentar ainda mais a relação comercial entre  os Estados Unidos e países africanos. Queremos, sempre que viável, oferecer o tipo de acesso aos mercados globais dos EUA que  podem concretamente fazer uma diferença.

E, na medida do possível, investir  em mecanismos para que pessoas comuns,  agricultores e pequenas empresas possam ter acesso  a estes mercados de uma forma equitativa e livre. É este tipo de infra-estrutura que queremos ajudar  os países a desenvolver.

Acreditamos que o podemos fazer. Já vimos progressos em algumas vertentes mas há ainda muito a fazer. Como Presidente dos Estados Unidos da América, é isso que me comprometo a fazer.

This podcast is produced by the U.S. Department of State’s Bureau of International Information Programs.

(end transcript)

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