20 January 2010
20 de janeiro de 2010
Reparos no porto começam a expandir operações de ajuda emergencial no Haiti
Washington - O navio de salvamento e resgate do Comando Militar de Transporte Marítimo dos EUA USNS Grasp, com guindastes pesados e uma equipe de engenheiros de mergulho do Exército, está no Haiti para remover os destroços e o entulho que congestionam a pequena baía de Porto Príncipe e o porto de Cabo Haitiano desde que um terremoto atingiu o país há oito dias.
O secretário de Defesa, Robert Gates, atualmente em missão na Índia, disse aos jornalistas em 20 de Janeiro em Nova Délhi que o navio deverá liberar o porto para navios de carga e porta-contêineres em uma ou duas semanas. De acordo com uma avaliação inicial das instalações portuárias, pode levar de 60 a 90 dias para que elas voltem a operar plenamente. A Guarda Costeira dos EUA descobriu que os portos estão congestionados com guindastes e contêineres submersos e piers desmoronados que impedem os navios cargueiros de atracar e descarregar suprimentos e equipamentos.
Além de desobstruir os portos, as estradas que chegam até eles também estão sendo desobstruídas para que caminhões possam chegar logo e receber cargas.
Gates disse que transportar suprimentos de emergência em todo o país por helicóptero é fundamental para levar os suprimentos iniciais aos locais onde são mais necessários, mas que a longo prazo isso não será adequado para suprir as necessidades de 2 milhões de pessoas. Navios cargueiros, que podem carregar mais suprimentos de emergência que aviões, precisam de um ponto de ingresso funcionando com guindastes para receber os suprimentos para a recuperação e reconstrução de Porto Príncipe e do resto do país, declarou.
O único aeroporto do Haiti, o Aeroporto Internacional Toussaint Louverture, está agora recebendo mais de 200 voos por dia e está sobrecarregado com suprimentos de emergência.
“Enquanto mais de 2 milhões de pessoas no Haiti ainda estiverem lutando para conseguir comida e água, combustível e assistência médica, será provavelmente um erro alguém dizer que está satisfeito com o nível dos esforços”, declarou Gates aos jornalistas. “Não é possível atender às necessidades de 2 milhões de pessoas usando apenas helicópteros.”
O cúter da Guarda Costeira dos EUA Oak utilizou um pequeno pier na baía de Porto Príncipe para entregar 62.880 garrafas de água e suprimentos médicos, disse o comandante Mike Glander, oficial responsável da embarcação, de acordo com reportagens da imprensa. O Oak ajudou uma barcaça dos Serviços Católicos de Ajuda Emergencial a descarregar suprimentos no mesmo pier no dia 19 de janeiro, disse. Foi preciso descarregar um contêiner por vez, acrescentou.
Outros cúteres da Guarda Costeira estão pesquisando o ponto de ingresso e a baía e sondando o fundo do mar para fazer os preparativos para os reparos.
O Grasp traz uma equipe de engenheiros mergulhadores do Exército para avaliar os danos sofridos pelas instalações portuárias e para remover os destroços e o entulho nos dois portos.
O capitão do Exército Scott Sann, que chefia a 544a Equipe de Mergulho dos Engenheiros, disse que sua equipe fará uma pesquisa submarina para identificar os obstáculos que estão bloqueando os canais no Haiti, bem como para identificar possíveis áreas para descargas.
“Em seguida empreenderão operações de salvamento para retirar os destroços das vias identificadas”, declarou Sann.
A Administração Marinha dos EUA informou que está enviando cinco navios auxiliares para montar um porto flutuante. Outros dois navios com guindastes, um navio especial com operação de passadiço e barcaça, um navio para entrega da petróleo, além de uma balsa de alta velocidade também serão enviados para se unirem aos navios da Marinha e da Guarda Costeira que já estão lá, segundo comunicado da Administração Marinha.
O Crimson Clover, uma embarcação comercial com sistema de rolamento (roll-on/roll-off) com duas rampas extensíveis de 14 metros e um carregador top-loader para movimentação de cargas está em Porto Príncipe e iniciou operações de descarga, de acordo com o Comando Sul dos EUA (Southcom). Essa embarcação não exige um pier em funcionamento para descarregar.
O USNS 1st LT Jack Lummus está recebendo cargas destinadas ao Haiti no Comando da ilha Blount em Jacksonville, Flórida. A carga vem da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), do Corpo de Fuzileiros Navais e de outros órgãos governamentais dos EUA.